
A primeira vez que comunguei de joelhos e na boca, meu coração não deu conta: tive uma crise de ansiedade tão forte que fui parar no hospital. Aquela experiência me marcou profundamente. Foi o dia em que compreendi, de verdade, a grandeza da Eucaristia na vida de um católico.
Depois disso, todas as vezes que entro na fila da comunhão, algo dentro de mim desperta. Meu coração salta de alegria, minhas pernas tremem e, na maioria das vezes, eu preciso segurar as lágrimas.
É impossível descrever o que sinto ao saber que estou prestes a receber o próprio Jesus — escondido no Pão — para fortalecer a minha alma. É um mistério tão grande, tão delicado, que sustenta a minha fé todos os dias. Eis um dos maiores motivos pelos quais sou católica: a Eucaristia é o centro, o eixo, o coração vivo da nossa fé.
Não consigo me imaginar sem a comunhão. Sem ela, percebo o quanto sou pequena, o quanto sou nada. Sinto uma dor real por não conseguir mais comungar diariamente. Sinto falta da paz que só a comunhão cotidiana traz. Mas, ainda assim, quando chega o domingo, meu peito se enche de alegria. É o Dia do Senhor. O dia em que posso me aproximar Dele mais uma vez. O dia em que, no altar, Ele se inclina até mim.
Domingo sem missa é semana sem graça.
Entendo quem ainda não conhece a magnitude da Eucaristia, quem a ignora, quem não percebe o milagre diante dos olhos. Mas confesso que meu coração se entristece por aqueles que já experimentaram a doçura do Santíssimo Sacramento e, mesmo assim, se afastam.
Por eles, eu comungo. Por eles, eu rezo.
E, no meu pequeno nada, eu me ofereço a Cristo e para que eu nunca, nunca me afaste da comunhão que sustenta a minha alma.







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