
Sou Católica Apostólica Romana e, antes de tudo, sou CRISTÃ. Acredito profundamente na Sagrada Escritura, na Tradição da Igreja e no Magistério. E sim, vivo o Evangelho com radicalidade.
Mas radicalidade não é extremismo. Radical vem de raiz: escolher viver a fé desde o fundamento, desde o essencial.
E ainda assim… eu não sou perfeita. Estou muito longe disso.
Todos os dias eu luto para alcançar a santidade, porque essa é minha primeira vocação. Mas eu sou humana. Eu sou pecadora e talvez uma das mais sujas….
A única diferença é que, quando caio, eu não quero permanecer no chão. Me esforço, me levanto, corro para o confessionário quantas vezes for preciso… e mesmo assim caio de novo. E me levanto de novo. Pois essa é a vida cristã.
Houve um tempo em que eu tinha vergonha de dizer que era “da Igreja”. Vergonha mesmo. Eu já ouvi tantas críticas, tantas piadas, tantos comentários ofensivos, que preferi me calar. Hoje, quando olho para trás, percebo que, mais do que silenciada, eu fui covarde.
De ouvir ataques aos padres, a ser chamada de “burra e alienada por seguir uma religião”.
De escutar que “quem segue doutrina não tem livre-arbítrio”.
De sofrer deboche por viver a castidade, ou críticas por unir fé e razão — como se uma excluísse a outra.
E a gente vai relevando… porque entende que tudo isso faz parte de algo maior.
Mas hoje, quero dizer: não estou aqui afirmando que somos mais perseguidos que qualquer minoria.
Estou apenas expressando um sentimento que me atravessou quando li a passagem abaixo:
“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.”
(Mt 5,11-12)
Está na Bíblia — e não apenas nessa passagem — que seríamos perseguidos por segui-Lo. Mas Ele também disse: “Não temas.”
Temos mártires. Temos a história dos primeiros cristãos. E nem precisamos voltar tanto no tempo: até hoje existem pessoas morrendo por confessar Cristo.
Então por que nós temos tanto medo de ser ridicularizados na faculdade, no trabalho, na escola, na roda de amigos?
Por que tanta vergonha?
Somos humanos… mas também somos chamados a ser sal da terra e luz do mundo.
E para isso, precisamos urgentemente deixar de ser covardes.
Mas atenção: anunciar não é impor, não é brigar, não é humilhar.
Anunciar é viver com postura, radicalidade e AMOR — porque sem amor, nada seríamos.
Avante.







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