
Vivemos em um tempo em que a independência é quase um mandamento.
Ser autossuficiente, não precisar de ninguém, dar conta de tudo sozinha. E isso é vendido como o ideal de força.
Mas, sinceramente… eu não concordo.
Sim, precisamos nos amar. Precisamos nos reconhecer como pessoas completas.
Mas isso não significa que nunca iremos precisar de alguém. Porque vamos. E muito.
O ser humano não foi criado para caminhar sozinho.
Essa ideia de “amor próprio” tem sido, muitas vezes, distorcida. Em vez de gerar pessoas seguras, tem formado corações fechados. Gente que se protege tanto que já não permite ser alcançada. Que chama de empoderamento uma solidão confortável,mas, ainda assim, solidão.
E eu?
Eu não quero isso para mim.
Eu quero depender.
Quero depender de Deus. Quero depender do amor do meu marido.
Quero ter com quem dividir minhas dores, minhas alegrias, minhas fraquezas.
Quero poder descansar.
Quero chorar no colo de quem me ama, quero ser cuidada sem medo, quero encontrar abrigo em alguém — não por incapacidade, mas por escolha.
Hoje, quando se fala em submissão, muitos torcem o nariz. Não tentam compreender — preferem distorcer. Transformam em opressão aquilo que, na essência, fala sobre amor, parceria e ordem.
Eu desejo, sim, ser submissa ao meu marido.
Mas não como alguém anulada e sim como alguém que confia, que se entrega, que reconhece no outro um lugar seguro.
Penso muito no relacionamento de This Is Us.
Jack e Rebecca me lembram que liderança não é sobre controle, mas sobre cuidado.
Jack era como um guarda-chuva: nos momentos difíceis, era nele que a família encontrava proteção.
Mas Rebecca nunca deixou de estar ao lado dele, sendo forte, presente, participativa. Parceira de verdade.
É isso.
Ser dependente não é ser fraca.
Ser submissa não é ser inferior.
É reconhecer que não precisamos sustentar o mundo sozinhas.
É aceitar nossa vulnerabilidade.
É permitir-se ser amada e cuidada.
Porque, no fim…
ser forte o tempo todo também cansa.
E talvez exista mais coragem em admitir que precisamos do outro do que em fingir que damos conta de tudo sozinhas.







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