
Eu queria não sentir. Às vezes, penso que seria mais fácil não sentir nada do que carregar essas confusidades desordenadas dentro do peito.
Eu queria não ser essa pessoa tão insegura, que não consegue se firmar em quase nada. Queria não ser esse emaranhado de fatos, ideias e sentimentos que nem eu mesma consigo explicar.
Às vezes, queria ter um coração de pedra, guiado apenas pela razão, distante desse sentimentalismo que me consome e leva embora a pouca sanidade que ainda resta.
Talvez, se eu sentisse menos, não doesse tanto assim. Mas minha mente segue nesse turbilhão de emoções passageiras, já exaustas de tantas palavras vazias espalhadas por aí.
Queria respirar um ar mais leve. Queria dormir sem ser perseguida por pensamentos sobre o passado, o presente e o futuro.
Queria, sinceramente, que esse liquidificador de sentimentos dentro de mim girasse numa frequência mais baixa. Porque há dias em que sentir tudo desse jeito cansa profundamente!






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