Deus não nos criou para caber em padrões.

Você já percebeu que, dentro de alguns círculos mais tradicionais da Igreja Católica, foram estabelecidos certos “padrões” que homens e mulheres deveriam seguir?

Com a ajuda de muitos dos chamados “influenciadores católicos”, parece que ficou definido que existe um modelo ideal de católico: precisamos agir de determinada forma, vestir certas roupas, falar de um jeito específico e até ter determinadas devoções para sermos reconhecidos como verdadeiros homens e mulheres de Deus.

Mas as coisas não são tão simples assim. E eu, como sempre, me recuso a aceitar esses padrões que muitas vezes nos são impostos como se fossem regras absolutas.

No padrão feminino, vemos mulheres que não se posicionam, que permanecem sempre caladas, sem opiniões próprias, apenas concordando com tudo. E aí daquela que ousar discordar. Também vemos mulheres que acreditam que viver a modéstia significa adotar um único estilo de roupa, abandonando a própria personalidade para se encaixar em uma estética considerada “ideal”.

Do outro lado, encontramos homens que acreditam que, para serem verdadeiros “Stor Vir”, precisam ser rudes, fumar charuto e, pasmem, falar palavrões. Em alguns ambientes, até mesmo o orgulho dessas atitudes passou a ser visto como uma característica indispensável do chamado “homem másculo tradicional católico”.

Mas não podemos reduzir homens e mulheres a estereótipos. Não podemos apagar nossas personalidades e invalidar aquilo que nos torna únicos.

Quero deixar claro que esses padrões que vemos por aí não representam — e nunca representarão — o verdadeiro catolicismo!!!

Deus deseja, sim, nos moldar. Porém, Ele não deseja que percamos nossa essência para nos tornarmos cópias uns dos outros. Pelo contrário, Ele nos chama a conhecer quem somos, reconhecer nossas qualidades e nossos defeitos e, a partir daí, podar os galhos ruins e cultivar os bons.

É justamente na intimidade com Deus que descobrimos que não precisamos imitar fulana ou ciclana. Não precisamos gastar fortunas em uma roupa apenas porque todas estão comprando. Não precisamos ser iguais à influenciadora da moda nem à menina considerada a mais santa da paróquia.

Aos poucos, Deus nos mostra que nos quer exatamente como somos. Com nossas peculiaridades, singularidades, dons, imperfeições e medos….

Quando nos aproximamos verdadeiramente de Deus, começamos também a nos conhecer melhor. Aprendemos a nos aceitar, a nos compreender e até a nos amar. E quanto mais perto estamos d’Ele, mais descobrimos quem realmente somos.

Por isso, não tente ser alguém que você não é! Pois Deus não procura atores. Ele não quer máscaras. Ele quer você por inteiro… E tudo o que Ele pede é que você se abra à Sua ação e permita que Ele conduza, pouco a pouco, o caminho que deve seguir.

Fuja desses padrões engessados. Nossa individualidade é uma das coisas que nos tornam tão especiais, e foi o próprio Deus quem nos criou assim.

Que possamos entender, de uma vez por todas, que não precisamos nos encaixar em nenhum padrão para sermos homens e mulheres de Deus!


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