
Eu tenho essa mania, feia e persistente, de me comparar com tudo e com todos. Muitas vezes, fico achando que o que escrevo, os vídeos que posto, que NADA está bom o suficiente. Sempre vejo o outro como melhor, mais inteligente, mais bonito, mais simpático. Simplesmente mais “tudo” do que eu.
Esses dias, me peguei me comparando com minha melhor amiga. Eu a admiro tanto que, de repente, estava me perguntando por que ela faz tudo melhor do que eu. Fiquei até com medo de que isso pudesse nutrir uma inveja e me transformar naquele ser tóxico que, às vezes, eu tenho medo de ser, e que eu temo ter sido o motivo de eu ter expulsado tantas pessoas ao meu redor.
Mas, na verdade, não era inveja em si. Era minha insegurança, gritando novamente que eu sou inútil, que os outros são melhores e que eu não passo de uma pessoa MEDÍOCRE – que está ali no meio de tudo, nunca no topo e nunca no final, sempre naquele MALDITO meio.
Essa insegurança se transforma em uma necessidade de competição maluca que eu desenvolvo na minha própria mente, alimentando minhas frustrações diárias como se não houvesse amanhã. É como se minha mente me levasse para um campo perigoso demais para registrar o medo que me domina. As vozes na minha mente parecem me atormentar cada dia mais com o medo inconstante de nada ser e apenas flutuar no meu vazio.
É a insegurança que sussurra palavras inúteis, é essa minha competição imaginária e o desejo de ser “tudo” aos 30 e poucos anos, querendo vencer uma corrida sem saber o porquê nem para quê.
É essa mania de se comparar demais que nos faz desistir de quem somos, tentando a todo custo ser outro, tentando criar um personagem que possa agradar a todos, e lembrando todos os dias que agradar a todos é praticamente uma tarefa impossível! E assim vamos caminhando, tentando acalmar e, quem sabe um dia, calar de vez esse monstrinho que vive por aqui causando tanto caos.






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