
Um breu.
Um silêncio de alma.
Um silêncio que ecoa dentro de uma sala.
Na escuridão do quarto, em meio a lágrimas silenciosas.
Tudo segue por caminhos que jamais imaginamos percorrer. A vida se encaminha por direções misteriosas, levando-nos a lugares onde nunca pensamos estar. Existe uma certeza guardada no peito de que nada será simples. Tudo continuará sendo intenso, confuso e, muitas vezes, difícil de compreender.
Há tantas coisas sem sentido. Tantos sorrisos forçados se misturando às caras, às bocas e às máscaras que usamos ao longo da vida.Mas talvez seja justamente no silêncio que começamos a enxergar com mais clareza.
Reconhecemos pessoas….
Reconhecemos nossos medos….
Entendemos quem nos acrescenta e quem apenas nos esvazia. Aprendemos a identificar quem merece conhecer nosso silêncio e quem terá acesso apenas à nossa bagunça.
O silêncio da alma pode até assustar. Mas também é reconfortante. É familiar. É confortável…
É nesse silêncio que começamos a desconfiar de quem deseja apenas nossa bagunça, mas nunca nossa profundidade. De quem nos entende apenas pela metade e se assusta quando encontra o todo.
Respeitar o silêncio da alma nos permite reencontrar aquela parte de nós que se perdeu há tanto tempo nas regiões mais escuras da existência. E é em meio às trevas, em meio a esse silêncio tantas vezes perturbador, que reencontramos nosso eu mais verdadeiro. Aquele eu silencioso que, de tão ignorado, acabou esquecido.
E talvez seja justamente aí que a transformação comece!! Que esse silêncio seja mais do que assustador. Que seja maior do que nossos medos.
Maior do que nossos segredos…
Maior do que nossos anseios…
Que esse silêncio seja nós por inteiro, revelando toda a imensidão que tantas vezes escondemos do mundo.
E que ele não seja apenas um lugar de passagem, mas o ponto de partida para a transformação que tanto desejamos viver….






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