
Estamos no Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a prevenção ao suicídio. Por isso, vemos tantas conversas sobre depressão, ansiedade, síndrome do pânico e outras doenças emocionais. E, embora seja bonito ver pessoas se oferecendo para conversar, é importante entender o peso real desse gesto. Afinal, ouvir alguém em sofrimento exige responsabilidade e acolhimento genuíno.
Mas aqui quero falar diretamente aos cristãos, grupo do qual faço parte. Queridos, mesmo sabendo que nossa Rocha é Cristo, nós não estamos imunes a sofrer qualquer tipo de doença psicológica. Por isso, não julguem aquele amigo que está deprimido dizendo apenas para ele “procurar Deus”. Seja canal de Deus na vida dele.
Falo isso porque sofro de ansiedade e fico extremamente deprimida durante a TPM. Sim, isso existe — e não é frescura. Como católica cercada de pessoas católicas, muitas vezes, quando tive crises, ouvi que eu precisava “rezar mais”, que aquilo era “falta de intimidade com Deus”.
Mas quem está em sofrimento emocional, muitas vezes, não consegue rezar nem um Pai-Nosso. Ouvir que sua dor é “falta de oração” é cruel. A pessoa se sente ainda pior, se fecha, se afasta, inclusive de Deus.
Já pensou que, em vez de dizer “vai rezar”, você pode ser o anjo dela naquele momento?
Você pode ouvir, acolher, rezar com ela. Levar ao sacrário, fazer companhia, colocar-se em oração junto dela. Você pode ser o instrumento que Deus quer usar para alcançar aquele coração. Mandar apenas “rezar” pode ser, sem perceber, desperdiçar a obra que Deus deseja fazer através de você.
Muitas vezes, as pessoas precisam conversar, desabafar, partilhar, ouvir a voz de Deus pela boca de outro ser humano. Escute. Aconselhe com amor. Seja presença.
A oração é essencial, mas, antes dela, às vezes, é preciso um abraço, uma escuta atenta, um empurrãozinho para que a pessoa consiga dar o primeiro passo.
E o mais importante: procure um profissional. Nada substitui um psicólogo.






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