
O peito pulsa, as lágrimas pesam, travando uma batalha silenciosa para transbordar. A respiração é ofegante; o coração dói como se uma mão invisível o apertasse, sem trégua. Sinto uma necessidade urgente de eliminar tudo isso, de colocar para fora, mas as palavras travam na garganta.
Já não me encontro em parte alguma. Desprendi-me de tudo o que um dia me deu a sensação de pertencer. Não quero dar sentido às minhas palavras, e talvez nem aos meus suspiros. Afinal, já nem sei se eles carregam algum sentido.
O coração angustiado afunda ainda mais em seu próprio labirinto. Lágrimas quentes desenham caminhos em um rosto marcado pelo cansaço extremo. E talvez seja essa a palavra-chave: cansaço. Estou exausta de tentar, cansada de lutar. Dia após dia, o sumiço começa a parecer um destino atraente.
Deitar e não se mexer. Ficar ali, estática, esperando que alguém note a ausência, que alguém finalmente se importe. Até que o silêncio responde e a realidade se impõe: não há ninguém!!
As lágrimas, então, convertem-se em torrentes. Elas alagam a alma de um jeito que anula qualquer rota de fuga. Acabo me afogando no meu próprio choro, aceitando que, às vezes, é preciso se afogar e deixar morrer o que dói para que o recomeço seja possível.






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