
Quando comecei a ler P.S. Eu Te Amo, imaginei que encontraria um romance extremamente emocionante, daqueles que fazem o leitor chorar do início ao fim. Afinal, a premissa parece caminhar exatamente nessa direção: Gerry morre ainda jovem, vítima de um câncer agressivo no cérebro, e deixa para sua esposa, Holly, uma série de cartas para ajudá-la a seguir em frente após sua morte.
No entanto, a experiência que tive foi completamente diferente da que esperava. Em vez de uma leitura pesada e devastadora, encontrei um romance leve, divertido e, em vários momentos, bastante engraçado.
A história acompanha Holly durante o processo de luto após perder o marido. Antes de morrer, Gerry organiza uma carta para cada mês do ano, sempre propondo um pequeno desafio ou incentivo para que ela volte, aos poucos, a viver sua própria vida.
Ao longo da narrativa, acompanhamos não apenas sua tentativa de superar a perda, mas também sua convivência com familiares e amigos, que desempenham um papel importante nessa reconstrução.
O foco do livro não está na morte em si, mas na redescoberta da vida, mostrando como Holly tenta encontrar um novo sentido para o futuro sem esquecer o amor que viveu.
Minha maior surpresa foi perceber que o livro passa longe de ser um drama intenso. Em muitos momentos eu ri mais do que me emocionei. A escrita é bastante fluida e a autora conduz a narrativa de forma leve, tornando a leitura muito rápida, mesmo com cerca de 500 páginas.
Nem tudo, porém, funcionou para mim…
Pois, algumas coisas no livro me irritaram profundamente. Como a personagem Denise, amiga de Holly, que me irritou durante praticamente toda a história. Em diversos momentos achei suas atitudes inconvenientes e cansativas, o que acabou diminuindo meu envolvimento com algumas cenas.
A própria Holly também me incomodou em um aspecto específico: ela havia acabado de completar 30 anos e repetia constantemente que estava “velha demais”. Depois de ler isso inúmeras vezes ao longo do livro, a reclamação acabou ficando bastante repetitiva e tirou um pouco da minha paciência.
Outro ponto que merece destaque é que quem procura uma história profundamente emocionante talvez se decepcione. Pois, apesar do tema delicado, o luto é tratado de maneira relativamente leve. Há momentos de tristeza, claro, mas o romance prioriza o cotidiano da protagonista e sua retomada da vida, sem recorrer a grandes cenas dramáticas.
P.S. Eu Te Amo foi uma leitura diferente da que eu imaginava. Esperava lágrimas, mas encontrei uma história leve, divertida e muito agradável de acompanhar.
É aquele tipo de livro perfeito para quem deseja um romance confortável, com uma escrita fluida. Mas minha recomendação é simples: leia sem criar expectativas de encontrar um drama devastador. Vá preparado para uma história delicada, divertida e sobre uma mulher aprendendo a viver novamente após perder o marido.






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