
Há dias em que parece que meus sentimentos entram em uma grande batalha interna.
Eles se cruzam, se atropelam, e acabam criando um turbilhão aqui dentro.
Não quero dizer que há algo de errado comigo, pois sei que o sentir intenso não é doença, é apenas humanidade demais transbordando em um corpo só…
Às vezes sinto tudo de uma vez: alegria, medo, esperança e saudade se misturam e se tornam uma confusão doce e dolorosa ao mesmo tempo.
O mais curioso é que, muitas vezes, escondo justamente os sentimentos mais bonitos. Que são aqueles que mais preciso deixar florescer.
E quando faço isso, me torno um mistério para os outros… e até para mim mesma.
Há algo mais profundo, um lugar dentro de mim que nem sempre sei decifrar.
Quero o agora, quero o muito, e de repente não quero nada.
Sou feita de extremos, de vontades que mudam com o vento, de emoções que se revelam e se retraem no mesmo instante.
Quem consegue controlar o que sente?
Se alguém souber, que me ensine.
Enquanto isso, tento traduzir esse caos em palavras — mas elas também se embaralham.
Saem soltas, sem ordem, como se refletissem o mesmo labirinto que carrego por dentro.
Talvez seja isso mesmo: um coração confuso escrevendo tentativas de se entender.
E, quem sabe, é justamente nessa confusão que mora a beleza de ser humano.







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