
Eu escrevo para não usar os pulsos como saída de emergência!!!
Escrevo para que a dor se transforme em arte, e não em marcas na minha pele. Escrevo para que a dor da alma não se transforme em dor física.
Foi na escrita que encontrei a forma de descarregar sentimentos demais que se acumulavam dentro de mim e acabavam em lágrimas. Foi na escrita que encontrei a válvula de escape de que eu tanto precisava, que eu tanto ansiava.
Sem as palavras, talvez não existisse mais eu. Sem as palavras, restaria apenas minha alma vagando por algum lugar desconhecido, sem encontrar a paz. É na escrita que encontro meu talento e, ao mesmo tempo, o desconforto, pois nas palavras também encontro as comparações e as vozes que me consomem.
Se há palavras em mim, elas precisam sair, mesmo que eu nem saiba exatamente como escrevê-las e acabe colocando um emaranhado de pensamentos soltos em uma página em branco deste blog.
Mas o fato é que, mesmo na mediocridade que minha mente insiste em dizer que existe em mim, encontro conforto nas palavras. Pois, ainda que com elas eu não alcance a excelência que tanto desejo, é nelas que encontro a paz que meu coração anseia.
Então, o fato irrevogável da minha vida é que eu escrevo para viver. Escrevo para continuar respirando. E é escrevendo que vou viver e também morrer.






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